æææ

Não, a menina que escreve neste blog (ainda) não enlouqueceu. A tal da Pauline decidiu deixar o layout mais bonitinho. Sim, foi ela quem fez; sim, foi ela quem desenhou. Não, ela não vai contar a história. Simples assim. Agora, vejamos... Ela é uma criatura pacífica, embora não pareça, com 20 anos de vida, completados rápido demais para seu gosto. Estudante de psicologia, escritora nas horas vagas e não-vagas, sonhadora e desenhista de borda de folha. Gosta de escrever, mas nunca acredita que o que faz está realmente bom (suas freqüentes auto-críticas não são apelação...). É viciada em chocolate, Coca-cola, devaneios antes de dormir, cabelos loiros e olhos claros.
Monossosilábica, tímida e desconfiada; cínica, ciumenta e possessiva; romântica incurável, com tendências sádicas e homicidas, podendo ser um perigo para personagens feitos de letras e tinta.
Sonha em um dia ser rica o bastante para viver o restante de sua vida apenas escrevendo e devaneando. Também sonha em ter um filho albino... E ele vai se chamar Thomas, é claro. *rola os olhos*

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1.31.2008

Série: Devaneios
(auto-explicativo)


[Ouvindo: a terrível aproximação de mais um Carnaval...]

É isso aí, bicho.
É mais um ano que vem, prometendo milhões de coisas novas iguais às coisas antigas, e viradas de 360 graus que sempre levam a lugar nenhum. Hora de fazer as malas e esperar por coisa nenhuma.
O que é, cá entre nós, apenas o que nos resta a fazer. Esperar. Pelo quê? Eu não faço idéia.
Talvez haja algo novo me esperando na próxima curva do rio. Ou talvez não haja curva, nem rio, nem nada.
Talvez...

Contando os dias para 2012. São exatamente 1430 dias para o começo do fim. Ou pelo menos é o que eu espero.
Pff. Eu acredito tão firmemente no fim dos tempos, que se 2012 chegar e passar, eu vou entrar em depressão. Não que eu já não esteja, de qualquer forma...
Quem também deseja o fim do mundo, levanta a mão!

Vamos lá, vamos lá...
Há tantas coisas que eu gostaria de fazer durante esse tempo... E, por mais engraçado que isso possa parecer, fazer faculdade não é exatamente a maneira com que eu quero ocupar os quatro anos que me restam de vida.
Eu quero escrever. Eu quero ficar todas as vinte e quatro horas dos meus últimos mil quatrocentos e trinta dias perdida em minhas próprias fantasias, em minha maravilhosa e fértil imaginação. Eu quero esquecer da minha droga de mundo real, e viajar sem destino para onde os ventos dos meus delírios me levarem.

Talvez eu siga os passos já trilhados e comece contos no CamaDGato. Que, uma vez mais, vai trocar de estilo enquanto sua dona continua a mesma. Sem tirar nem pôr.

Eu quero uma garrafa de Coca-cola e uma barra de chocolate gigante.

por Haunted-girl
6:18 PM


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1.25.2008

...


[Ouvindo: minha mãe cantando músicas do Castelo Rá Tim Bum... (¬¬")]

Sem assunto nenhum.

Post decente assim que meus neurônios pararem de pensar asneiras.

Detalhe: acho que vai demorar...

por Haunted-girl
6:39 PM


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1.18.2008

Nada de Resoluções
ou
Série: Devaneios
(trauma)


[Ouvindo/vendo: Sayonara - Yuria Yato (tema do anime Saikano... *Haunted enxuga as lágrimas*)]

Eu pensei bem sobre o que eu poderia prometer para este ano, pensei mesmo. Mas não consegui nada além de uma leve dor de cabeça chata. E o que mais me assustou não foi a falta de previsões em si, mas a necessidade que eu tive de arrumar oito resoluções.
Eu tenho mania de controle.
Porquê eu descobri isso só agora, bem... Boa parte da razão está ali em cima, em “ouvindo”.
Começando do princípio; era aquele terrível tempo de greve quando eu baixei os 13 episódios de Saikano (The Last Love Song On This Little Planet... *.*), seguindo a indicação de um amigo da faculdade. “Você vai gostar, Pauline”, ele disse, gesticulando como um descendente de italianos, “É todo lindo, muito fofo!”. (nesse ponto, ele faz aquela cara de “bichinho de ême-ésse-êne de olhos brilhantes” que tanto fez o K achar que ele não era exatamente macho) “E é tão triste! A partir do episódio nove, você só chora!” (essa parte inclui algumas interjeições e onomatopéias que eu não vou repetir). É, ele disse exatamente o que me fez demorar a ver o anime: “é muito triste”. Ponto. A greve foi em junho. Eu só voltei para a faculdade em agosto, vejam bem. E apenas vi esses episódios ontem, em um momento de total e completa falta do que fazer das minhas férias.
É muito bonito, mesmo. Mas não achei tão depressivo quanto ele quis me mostrar que era (eu só chorei no episódio nove, veja bem, quando a personagem que eu achava mais legal morreu nos braços do mocinho), o que me levou a pensar que eu devo mesmo ser insensível e sem coração. Mas depois eu pensei melhor. Eu não sou tão chorosa quanto ele, é fato (claro, a culpa não é minha; ele é de Câncer, e todo canceriano tem tendências “emo” por definição. E aqui eu não quero ofender ninguém do signo, uma vez que este é meu ascendente... ¬¬”). Eu não sou insensível, como o episódio nove me demonstrou. Mas eu tenho uma necessidade insana e quase ridícula de me manter insensível, de não demonstrar qualquer coisa que me faça parecer fraca, de não sair rolando pelo chão com os braços cobrindo o rosto e soluços desesperados escapando de minha garganta.
A partir daí, comecei a prestar atenção, e acabei por descobrir que quase tudo o que eu faço está ligado a isso. A essa mania de controle. Descobri que esta é a razão escondida de tudo.
De por que eu não me envolvo; de por que eu não me sinto segura fora do meu quarto; de por que eu sinto tanto ciúmes de tudo o que eu penso que é meu; de por que eu sinto tanto dor, tentando reter o que é meu dentro de mim; de por que eu prefiro o refúgio da minha própria mente; de por que eu tenho tanto medo dos outros; de por que eu tenho tanto medo do novo; de por que eu me apego a poucas pessoas e passo a ceder apenas um pouquinho de mim apenas e exclusivamente sobre elas, esquecendo o resto do mundo e o ignorando.
E depois, eu me peguei pensando em como essa mania se instalou aqui dentro. Eu sei que mania não é uma doença que o dr. House pode tratar com aqueles tais corticóides que ele vive receitando; mas alguma coisa fez desencadear essa mania, alguma coisa dolorosa e necessária, alguma coisa que me faz recolher os dedos e minha própria insignificância diante de tudo o que eu não posso controlar.
Bem... Isso me levou a uma pequena conclusão. Uma conclusão nada legal. Mas não vou me estender mais no assunto; a post já está bastante grande.

Ah, sim. Minha única resolução para 2008: acordar todos os dias e não gritar de desespero.
O ano mal começou e eu já descumpri essa resolução milhares de vezes...


por Haunted-girl
3:49 PM


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1.15.2008

Soluções e Resoluções


[Ouvindo: as engrenagens do meu cérebro se mexendo...]

-Mais um ano...
-Pois é...
-Eu prometi várias coisas ano passado, Lembra?
-Claro. Você me acordou só pra fazer a maldita lista!
(xP) –Não seja fresco.
(¬¬”) –Eu não sou fresco!
-Claro. *dá de ombros* Mas, vamos lá! Lembra da lista?
-Não.
-Hunft. Eu prometi sete coisas para dois mil e sete. Devo prometer oito coisas para dois mil e oito...
-E quem inventou essa regra?
-Eu, ué. Vamos ver o que eu cumpri...
*pega a lista*
-Hmm... Tentar controlar a minha imaginação fértil.
-Não cumprido. E a prova disto está falando com você agora...
-Hmmm. É, estou riscando esse. O próximo... Ah... Botar no papel e nos sites todas as idéias loucas.
-Cumprido pela metade. Nem todas as “idéias loucas” foram listadas, desenvolvidas e publicadas...
-Sei, sei... Item três: arrumar a bagunça do meu quarto.
-Cumprido por pouco tempo...
-Nem precisava responder, esse eu já risquei! *risadinha* Vejamos, vejamos... Quatro: colocar “os outros” no blog... Cumprido!!!!
-Infelizmente...
-Item cinco era... Fazer um layout novo! E fooooi... Cumprido!!!!!!! (XD)
(¬¬)
-Seis: fazer faculdade.
-Feito. Com alguns problemas, mas... Feito.
-Ignore os problemas. O último item... Aprender a mexer melhor no Photoshop.
-Hmmm... Parcialmente cumprido... De certa forma...
-Ah, eu melhorei bastante, vai...
-Aham, é claro. Bem melhor que antes. Agora, as próximas promessas...
-Vejamos... Hmmm... Ah! Eu não faço idéia!
-Então prometa fazer idéia, oras...
-Rá, rá, rá. Que engraçadinho, você.
(XD)
(¬¬”)
-Tá, não tenho idéia das resoluções.
-Melhor deixar pra amanhã...

Seguindo os conselhos, bem... Amanhã saem as Resoluções 2008...
Eu sei, não foi nada de útil. Mas eu tinha que atualizar, certo?
...



por Haunted-girl
9:57 PM


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1.7.2008

Nota da autora:
Aloha!!!!
Aos novos e velhos leitores, apenas digo: certos hábitos nunca mudam. Mas, na total e completa ausência de assuntos o bastante para completar uma Saga (ter saga no CamaDGato no começo do ano é sempre tão certo quanto ter especial de fim de ano do Roberto Carlos na Globo...), vamos apenas com uma única,
singela e solitária paródia. Por favor, verifiquem se os cintos estão bem presos, e mantenham mãos e braços dentro do brinquedo durante todo o passeio. Bom divertimento a todos!

*-*-*

O Morro dos Primos Gritantes


[Vendo: o K trocando o boné verde por uma cartola... Combinando com a Saga, pois não?]

-O Morro dos Primos Gritantes. Era este o nome que milady dava para esta casa, detetive. Muita gente morava aqui, sabe: a matriarca, três filhas, cinco netos, mais todas as outrtas quatro filhas e seus respectivos maridos e crias, inclusive milady, que resolviam visitar a família em todo final de ano. Sinceramente, não sei como a matriarca sobreviveu tantos anos...
Eu aceitei a xícara de chá que ela me estendeu. A bebida tinha um gosto forte e doce, escondendo o amargor; parecia carregada de açúcar.
-Por favor, senhora, limite-se a contar os fatos, sim?
-Bem... -a mulher deu um suspiro longo -A última lembrança que eu tenho é de uma festa. Um Natal; um Natal diferente dos outros.
-Diferente?
-Sim! -ela balançou a cabeça para enfatizar o que dizia -Diferente. Naquele ano, a festa não seria aqui, n'O Morro dos Primos Gritantes, detetive, mas na casa da segunda filha. Um apartamento pequeno e luxuoso!
Seus olhos brilhavam conforme as lembranças vinham à tona.
-Ficava em um andar muito alto. Lembro que foi um suplício para milady, que odiava alturas e elevadores! -uma risadinha -Mas, sabe, detetive Kahn*, foi um Natal estranho para milady, tente compreender. Vinte anos de idade! E não era fácil para ela ser a primeira filha, primeira neta e primeira sobrinha; não havia exemplos a seguir, primos mais velhos em quem se inspirar, e tudo o que ela fazia era vigiado e comentado com euforia pelos ditos adultos...
-Uma responsabilidade e tanto!
-E como, senhor! E como! Assim, milady não se sentia a mais feliz das garotas naquela noite, vendo seus primos mais novos desembrulhando uma porção de presentes; os dela eram poucos, e iam diminuindo a cada ano. Naquela noite, ela só ganhou um único presente realmente significativo. Não que ela não tenha gostado dos outros, é claro, mas é que este ela tinha pedido, sabe? Ela tinha ido até a livraria, escolhido, e comprado... Então, era especial. O senhor entende?
-Entendo. -respondi. Aquela senhora nunca iria compreender o quanto eu entendia a sensação que ela tentava descrever.
-Sim... -um novo e maior suspiro. Seu semblante idoso transmitia cansaço e certa melancolia, e estes sentimentos não sumiram mesmo com o pequeno sorriso a retorcer suas poucas rugas. -Ela ficou especialmente alegre depois do Natal. Não porque a época estivesse ajudando, veja bem. Ela saiu com a família para ver as ruas iluminadas; ela sempre adorou ver os enfeites natalinos da cidade, das casas!... E ela passou por uma Avenida famosa, por onde ela nunca havia passado antes! E depois, poucos dias após o Ano Novo, ela ainda visitou uma Galeria que ela muito ansiava em conhecer. Ela só lamentava muito não ter dinheiro o bastante para comprar tudo o que queria; a irmã de milady saiu da Galeria com objetos verdadeiramente preciosos em suas mãos, enquanto as de milady estavam vazias. "Mas não faz mal, Gertrude!", ela me dizia, "Um dia eu volto para lá com mais recursos, e trago para casa tudo o que preciso!"...
Lágrimas escorreram de seus olhos caramelados. Confesso que senti algo estranho no estômago ao pensar no final desta história; eu já estava tão envolvido com a vida daquela criminosa (que Gertrude ironicamente chamava de "milady"), que parecia que ela fazia parte da minha própria vida, minha própria história.
-Ela... -eu limpei a garganta, tentando soar mais firme. -Ela faleceu, senhora?
-Eu não sei. -ela tirou um lenço bordado de dentro da bolsa, e limpou o rosto molhado. -Eu não vi milady depois daquele ano. Não sei o que aconteceu com ela a partir de então.
O aperto em meu estômago relaxou.
-Receio que meus relatos terminem aqui, detetive Kahn.
-Obrigado, senhora. -eu me levantei da cadeira e tirei meu chapéu em cumprimento. Gertrude acenou com a cabeça em resposta, e se levantou da poltrona, me acompanhando até a saída.
O vento estava frio quando pus meus pés para fora da sala de jantar. Logo ouvi gritos e balbúrdia por toda a casa, e compreendi o nome.
O Morro dos Primos Gritantes...

Fim?...


*-*-*

Talvez esta saga tenha continuação. Quem sabe...

*Esse é o "nome verdadeiro"do K. Veja mais nas posts de 24.1.07 e 15.4.07


por Haunted-girl
9:41 PM


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