Não, a menina que escreve neste blog (ainda) não enlouqueceu. A tal da Pauline decidiu deixar o layout mais bonitinho. Sim, foi ela quem fez; sim, foi ela quem desenhou. Não, ela não vai contar a história. Simples assim. Agora, vejamos... Ela é uma criatura pacífica, embora não pareça, com 19 anos de vida, rumando rápido demais para os 20. Estudante de psicologia, escritora nas horas vagas e não-vagas, sonhadora e desenhista de borda de folha. Gosta de escrever, mas nunca acredita que o que faz está realmente bom (suas freqüentes auto-críticas não são apelação...). É viciada em chocolate, Coca-cola, devaneios antes de dormir, cabelos loiros e olhos claros.
Monossosilábica, tímida e desconfiada; cínica, ciumenta e possessiva; romântica incurável, com tendências sádicas e homicidas, podendo ser um perigo para personagens feitos de letras e tinta.
Sonha em um dia ser rica o bastante para viver o restante de sua vida apenas escrevendo e devaneando. Também sonha em ter um filho albino...

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9.29.2007




(sem tempo!!!)


[Ouvindo: os sinos da pressa soando forte em meus ouvidos... E eu ainda fico fazendo poesia...]

Sete minutos. Vejamos...
Mais tarde eu devo entrar novamente na lan house (o moço vai cansar de me ver hoje...) e faço uma post melhor.

Seis minutos.
Não tá parecendo contagem regressiva de foguete?
-Atenção! Dez segundos para o lançamento! Deixem a área livre!...
Certo, esquece. Eu não estou bem da cabeça hoje.

Cinco minutos.
O que dá pra fazer em cinco minutos? Oh, um bocado de coisas!
Mas agora eu estou mais preocupada em digitar o mais rápido e certo possível, para que o tempo passe, eu aproveite os meus preciosos minutos (afinal, estou pagando por cada segundo), e ainda atualize esse blog, que já está às moscas.

Quatro minutos.
O que dizer? Oh, pouca coisa.
Tenho milhões de trabalhos a fazer, e foi isso o que me trouxe para a lan house às 10 horas da manhã de sábado. Eu deveria era estar dormindo, ora essa! Que heresia!
Mas, bem, vamos pensar pelo lado positivo: eu me livro de uma vez só de dois trabalhos, e fico o resto de outubro morgando. E daí, bem... Daí é um novo dia.

Três minutos.
Agora é melhor começar a fechar tudo.
Mais tarde eu volto com uma post que preste...


por Haunted-girl
12:25 PM

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9.13.2007




Série: "A Cidade de Três 'S'"
(os estudos)


Eu estava, como a boa e comportada menina que sou (*cof, cof*), estudando para minha prova de segunda-feira (10/09), quando me deparei com alguns trechos relevantes e muito educativos do livro de Schultz, "História da Psicologia Moderna". Trechos tão relevantes, que achei por bem dividi-los com os leitores do meu querido e humilde blog, que, tenho certeza, estão ávidos por conhecer a história de vida dos grandes psicólogos da humanidade!
E depois ainda perguntam por que os psicólogos são loucos...

"[Edward Lee] Thorndike, que nunca conseguiu aprender a dirigir, é um dos mais importantes pesquisadores no desenvolvimento da psicologia animal." [pág. 218] (será que ele não passou no exame psicotécnico?)

"[E. B. Titchener] era considerado uma lenda viva em Cornell, embora um número crescente de professores jamais o tivesse conhecido ou mesmo visto. [...] A partir de 1909, só dava aulas nas tardes de segunda-feira no semestre de primavera de cada ano" [pág. 106] (eu quero um emprego desses!)

"[...] Hall foi para a Universidade de Bonn, Alemanha, estudar filosofia e teologia. Dali, foi a Berlim, onde fez estudos no campo da fisiologia e da física. Essa fase de sua educação foi complementada por interlúdios românticos e pela freqüência assídua a cervejarias e teatros, experiências essas que, para um jovem de formação puritana, exigiam coragem." [pág. 179] (beleza de estudos!...)

"Desejando saber por si mesmo os efeitos dos vários medicamentos da farmácia, [Francis] Galton começou a tomar pequenas doses de cada um, principiando, de modo, sistemático, com os classificados na letra 'A'. Esse empreendimento científico terminou na letra 'C', quando ele tomou uma dose de óleo de cróton, um forte laxante." [pág. 132] (sem comentários...)

"Neste momento, [Jonh B.] Watson casou com uma de suas alunas, Mary Ickes [...]. Conta-se que a jovem e impressionável Mary escrevera um longo poema de amor para Watson num dos exames, em vez de responder às perguntas. Não se sabe que nota recebeu, mas Watson ela conseguiu" [pág. 235] (é uma técnica bastante usada em vestibulares, essa de escrever para o corretor. Mas eu nunca tinha visto funcionar...)

[carta de amor de J. B. Watson à sua amante. Detalhe: as cartas foram descobertas pela esposa (a mesma Mary Ickes do trecho acima...), que as publicou no "The Baltimore Sun" durante o processo de divórcio...] "Cada célula que eu tenho te pertence, individual e coletivamente. Minhas reações totais são positivas e voltadas para ti. O mesmo ocorre com cada uma e com todas as reações de meu coração. Não posso ser mais seu do que sou, mesmo que uma operação cirúrgica fizesse de nós um único ser." [pág. 237] (o amor é lindo! E científico, também...)

"Ao despertar, Pavlov levantou-se da cama e começou a procurar as roupas, com a mesma energia impaciente que demonstrara a vida inteira. 'É hora de levantar', exclamou. 'Ajude-me a me vestir!' E, com isto, caiu nos travesseiros e morreu." [pág. 226] (eu quero morrer desse jeito! Acordou, todo animado, todo feliz, e então PLOFT! Melhor que "acordar morto"!...)

"Sempre interessado em aumentar o próprio conhecimento da experiência consciente, [Willian] James tentou ampliar sua própria consciência inalando óxido nitroso, um gás usado como anestésico. Enquanto esteve sob influência do gás, ele acreditou que vivenciara revelações místicas de grandes verdades cósmicas que resolviam alguns dos enigmas do universo. Infelizmente, pela manhã ele não conseguiu se lembrar dessas grandes verdades, mas, certa noite, pôde registrá-las no papel. Ao despertar, correu para a escrivaninha e verificou que escrevera o seguinte: 'Hógamo, hígamo, o homem é polígamo. Hígama, hógama, a mulher é monógama'. James não continuou a fazer essas experiências" [pág. 154] (Willian James rules!!! Agora... Esta não é mesmo uma grande verdade cósmica?...)

Pois é... Nada a declarar.

por Haunted-girl
11:05 PM

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9.8.2007




(sem série)

Sobre Cabelos e Gatos


[Vendo: Batman Returns (adoooooooooro!!!!)]

Antes que o limbo torne a me engolir, vamos com um novo layout.

Certo. Vejamos...
A bobona ali no meio, mais colorida, de regata preta e cabelo que um dia foi comprido, sim, sou eu. Agora, as pessoas ao redor, bem...
Meus gatinhos. Certo, gatinhos é maneira de dizer. Digamos que é no sentido figurado. Ou não. Afinal, seres inexistentes não têm forma definida. Certo? Pois bem. Minhas letras isoladas. Inexistentes entre aspas; eles vivem, de certa forma. Vivem na minha cabeça, em letras, papel e na série de posts "Em busca do Príncipe Encantado"...
Dizem que os personagens carregam um pouco da personalidade de seus autores. Vejamos se consigo enumerá-las...
Eu sou irritadiça como o K, o de boné... (Eu não sou irritadiço!!!)
Eu sou sonhadora como o T, o garoto albino... (Ahn? Desculpa, o que você disse?)
Eu sou escorpiana como o M, o de cabelo comprido... (*rolando os olhos*)
Eu sou boba romântica como o A, o de vermelho... (Argh.)
Eu sou mal-entendida como o C, o que quase não aparece... (hahahahahahahahaha!!!)
E... Bem... Eu queria ser descolada como o Z, o de laranja... (Isso conta?)
Certo, estamos explicados. Em parte.
Isso realmente importa? Eles ficaram bonitinhos...

Olhar a figura me dá uma certa nostalgia.
Na época desenhada, meu cabelo estava comprido. Comprido, de bater quase nos quadris. Uma beleza, mas totalmente sem corte, a ponto de minha mãe estar com ânsias de aparecer com uma tesoura no meio da noite e cortá-lo. Então, eu fui ao cabelereiro.
Sempre que eu vou cortar o cabelo, é um show de me pedirem para cortar as madeixas bem curtinhas, e com aquela franjinha na testa. Que raios gostam de franjinha na testa? É péssimo! É terrível! E é... É... Traumatizante!!
Mas tudo bem, tudo bem. Eu nunca atendi a esses pedidos. Não, não, eu apenas cortava alguns dedinhos e repicava o cabelo todo.
Mas não sei por que cargas d'água, eu voltei de Assis City com raiva da minha própria aparência, e resolvi mudar.
E lá se foi metade do meu cabelo...
Eu sou anormal por nunca gostar do meu cabelo quando saio do cabelereiro? Assim, eu sempre acho terrível assim que saio do salão; eu realmente só vou gostar do meu novo look em um ou dois dias. Mais precisamente, depois da primeira lavagem...
Eu já disse que odeio fazer escova? Bem, eu odeio. E o cabelereiro fica muito frustrado com isso... Mas tudo bem, ele supera!...
Resta me conformar.
Sorte que meu cabelo cresce rápido...

Contagem regressiva para o retorno ao limbo...
Argh.

por Haunted-girl
9:53 PM

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9.5.2007




Série "Em boca fechada..."
(conto de mãe I)


[(infelizmente) Vendo: Hoje em Dia (falta do que fazer é triste)]

História da época que minha mãe, por vender publicidade, era obrigada a (pobre coitada...) ir em uma porção de shows e conhecer um bocado de gente desse meio.
Era show da Alcione (quem não conhece - se é que tem alguém que não conhece - aí vai a foto da mulher).
O gerente de marketing da casa de shows estava sentado numa mesa com o restante da diretoria, todos compenetrados, curtindo o show. De repente, um dos diretores, um homem um tanto asqueroso e odiado na cidade (cidade pequena é foda assim mesmo...), vira para o gerente e diz:
-Putz! Eu tenho um nojo dessa nêga!
O gerente responde rápido:
-Eh. Ela é nêga, gorda, feia, mas de uma coisa eu tenho certeza: ela pega mais mulher que você!
Ninguém ouve o diretor falar o resto do show...


por Haunted-girl
9:47 AM

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9.1.2007




**toca música de milagre**
Este é o fim de um ciclo de horrores para o CamaDGato. O hiatus será quebrado por algumas séries de posts, todas elas meio que boladas por essa cabecinha insana de menina doida que pretende ainda fazer um novo layout para o blog. Ele merece, afinal.

---xxx---


Série Devaneios
(café)


[Ouvindo/vendo: The Kill - 30 Seconds to Mars]

O retorno às origens. Certo, não tão origens assim, mas de qualquer maneira é um retorno à (não tão) antiga rotina de faculdade, trabalhos e afazeres domésticos.
Sim, sim. Lavar louça, lavar roupa, cozinhar, limpar, estudar, ler, brigar e fazer compras.
Compras de supermercado. A parte mais fácil, afinal. Mas tediosa também. Andar como barata tonta por entre pateleiras, procurando produtos, pesquisando preços, arrastando um carrinho por entre pessoas mal humoradas, mal encaradas e mal amadas, não é meu passatempo favorito, definitivamente. Enfim, compras de supermercado.
Comida. Comida, principalmente e exclusivamente. Eu almoço na faculdade; três reais, e ganho uma bandeja com arroz, feijão, carne e saladas com lagartinhas, mais suco Tang mal misturado e sobremesas sem gosto, tudo em quantidades que eu não consigo comer por inteiro. E minha brilhante cabeça acredita que, por esta razão, o jantar não precisa ser exatamente saudável. O jantar? Pão.
Pão com manteiga, pão com maionese, pão puro, pão com mortadela e queijo. Doce pão, o salvador. Tudo regado por café.
Eu não tomo café em casa. Este é um vício adquirido; o clima atualmente frio e a falta de opção devem ter algo a ver com a escolha da bebida. Sempre tem café na república. Não falta, nunca, café na república. E eu tomo. Café com pão. Meu jantar.
A geladeira está sempre cheia. Seis meninas, não falta comida. Geléia e iogurte, frutas, verduras, seis potes de margarina diferentes, vários de maionese, leite a rodo e guloseimas diversas, tudo instintivamente dividido e separado. A minha parte fica guardada em um pequeno cantinho na base da geladeira: margarina, maionese e mortadela. Logo abaixo do pote de café.
A geladeira está sempre cheia. Nada daquilo é meu.
Doce pão, o salvador. E café. Café com pão. Meu jantar.

por Haunted-girl
2:46 PM

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